Segunda, 12 Junho 2017 10:12

Gestores Governamentais participam de congresso em Belo Horizonte

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RENATA NEVES

Assessoria AGGEMT

 

Gestores governamentais de Mato Grosso participaram do II Congresso Brasileiro de Políticas Públicas e Gestão Governamental, que aconteceu nos dias 04 e 05 de maio, em Belo Horizonte.

 

Umbelino Carneiro Neves e Andréia Auxiliadora P. Caldas representaram a Associação de Gestores Governamentais do Estado de Mato Grosso (AGGEMT) e foram acompanhados pelos gestores Edna Almeida Sampaio, Willian César Sampaio, Paulo Ferreira, Daniela Steinle e Roberta Penna.

 

Com o tema “Os desafios do gestor público em um cenário de limites e amarras legais”, o congresso recebeu representantes de diversos estados brasileiros e possibilitou a integração entre profissionais técnicos e especialistas, lideranças políticas, pesquisadores e estudantes da área.

 

A troca de experiências relacionadas à carreira e à atuação dos gestores governamentais nos demais estados brasileiros foi, para Edna Sampaio, o ponto mais interessante do evento.

 

“Tivemos a oportunidade de conhecer a realidade dos gestores governamentais em relação à inserção da carreira nos diferentes espaços do governo, o que foi muito importante”, destacou.

 

Dentre as experiências apresentadas, Edna apontou a atuação regionalizada dos gestores governamentais de Minas Gerais como uma das que, em sua opinião, poderiam ser colocadas em prática em Mato Grosso.

 

“Foi possível perceber que no estado de Minas Gerais o governo tem uma compreensão muito apurada sobre o papel da carreira e essa compreensão está espalhada não só pela administração central, mas também em suas diversas áreas. Acho que seria importante discutirmos essa proposta em Mato Grosso, pois o modelo de estado implantado aqui tem como base uma coordenação na Capital, e não nos territórios”, disse.

 

Paulo Sérgio Ferreira também considerou o evento positivo e destacou a importância da integração entre os gestores de todo o Brasil.

 

“Vários trabalhos foram apresentados e pudemos verificar o que está ocorrendo em outras regiões do país. Essa troca de experiências é muito válida. É importante conhecermos a realidade de outros estados, até mesmo para avaliarmos a nossa própria atuação”, avaliou.

 

Planejamento e Gestão

 

A diretora administrativa e financeira da AGGEMT, Andréia Caldas, participou do painel “Eficiência dos Gastos Públicos” e verificou que o estado de Mato Grosso está à frente de outros estados em alguns quesitos, como no acompanhamento da formulação do plano – etapa do ciclo de gestão -, no que se refere a indicadores.

 

“Mato Grosso já evoluiu bastante e deu para perceber isso quando tratamos do acompanhamento junto aos órgãos para construção e seleção de indicadores, trabalho que não é realizado em Belo Horizonte, por exemplo. Podemos dizer que os indicadores são um gargalo em todo o Brasil. Para superar essa questão, nós fizemos aqui no estado uma capacitação junto aos órgãos com o objetivo de compartilhar informações acerca dos critérios para definição dos indicadores e das fontes e para elaboração das metas, entre outras questões”, ressaltou.

 

Federação Nacional das Carreiras de Gestão Pública

 

Além da troca de experiências, oII Congresso Brasileiro de Políticas Públicas e Gestão Governamental também representou um passo importante para a consolidação da Federação Nacional das Carreiras de Gestão Pública (Fenagesp).

 

Durante o evento foi oficializada a escolha do conselho executivo da entidade, que irá representar em âmbito nacional as carreiras de gestão governamental. A solenidade de posse do conselho será realizada no dia 05 de julho, durante o congresso do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad).

 

A criação da Fenagesp foi idealizada em 2013, durante evento realizado pela Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), em Brasília. Em 2015 foi assinada a ata de instituição da Federação.

 

Na avaliação do presidente da AGGEMT, Umbelino Carneiro Neves, a criação da Federação será importante para o fortalecimento das carreiras que atuam na área da gestão pública.

 

“A união faz a força. A Federação será a nossa voz em âmbito nacional e já tem uma série de desafios para enfrentar. Entre eles, a definição de uma nomenclatura unificada para as carreiras, a consagração, na Constituição, das carreiras como típicas de Estado e a realização de ações coordenadas de valorização das mesmas nos estados, no Distrito Federal e na União”, frisou.

 

A AGGEMT tem participado dos debates referentes à formação da Federação desde o início. Segundo Umbelino, falta pouco para que a entidade seja formalizada.

 

“Oito associações e quatro sindicatos devem compor a Federação, mas, para oficializar a sua criação, seriam necessários cinco sindicatos. Estamos avaliando as alternativas para tornar isso possível”, explicou.

 

Ler 50 vezes Última modificação em Segunda, 12 Junho 2017 15:23

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